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LASA, Paris (26-30/05/26): "Clientelismo e favor no Brasil República a partir de Roberto Schwarz: uma leitura de “Teoria do Medalhão”"


Estarei no LASA em Paris para apresentar o trabalho abaixo no sábado, 30/05.


LCU - Panel - Saturday, 05:15pm - 06:45pm, FIAP - Room 9Literatura y masasSession Organizer: Pedro Hurtado Ortiz, University of California at Berkeley

Chair: Luciana Molina, Charles University

Almafuerte’s Chusma and the Revolutionary Middle Class:

Pedro Hurtado Ortiz, University of California at Berkeley

Borges’s Parable of Quasi-Fascist Fatalism: the Peril of Cultish Conduct and Mass Stupidity in “The Gospel According to Mark”: Michael N. Garcia, Clarkson UniversityClientelismo e favor no Brasil República a partir de Roberto Schwarz: uma leitura de “Teoria do Medalhão”: Luciana Molina, Charles University

Grínor Rojo y la modernidad latinoamericana: Rebeca Errazuriz, Universidad Adolfo Ibáñez


Abstract: Clientelismo e favor no Brasil República a partir de Roberto Schwarz: uma leitura de “Teoria do Medalhão”

 

                  Como se observa na crítica cultural de Roberto Schwarz, o clientelismo e o favor constituem a república brasileira e, ao mesmo tempo, minam sua capacidade de se realizar de maneira racional e moderna. Com isso, verifica-se o típico giro das “ideias fora do lugar” problematizado pelo crítico, segundo o qual o modelo de república estrangeira, que em tese serviu de inspiração, é modificado pelas práticas locais. Nesse sentido, o objetivo da comunicação é discutir como é possível repensar a noção de república diante da corrupção sistêmica e fundante do caso brasileiro, o que ilumina as contradições entre ideias liberais advindas da Europa e o patrimonialismo na América Latina.  

                  Mediante uma leitura imanente de “Teoria do medalhão”, conto clássico do grande escritor do século XIX Machado de Assis, em que um pai aconselha um filho a ocupar a função de medalhão, pretende-se deslocar a discussão de Schwarz para a análise da intelectualidade brasileira. A partir da crítica literária e da teoria social brasileiras, é possível observar como essas duas práticas anti-republicanas, clientelismo e favor, articulam-se com a dinâmica do prestígio social e cultural. A ironia machadiana estruturante do conto permite analisar em particular a constituição do bacharelismo brasileiro e a formação ambivalente de seus hommes e femmes de lettres. No conto de Machado, esses se demonstram menos comprometidos com a “razão esclarecida” do que com o status quo de uma república que, devido ao seu enredamento em práticas de dependência e dominação, persiste em não se realizar efetiva e substancialmente.

 
 
 

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