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Pessimismo na Teoria Crítica

Atualizado: 4 de fev.

Há essa ideia de que Adorno era pessimista. Os anos subsequentes revelam que ele só foi pessimista conforme sua vista alcançava.

 

O que se seguiu nas décadas posteriores revela que ele não foi pessimista o suficiente.

 

Não há nenhum motivo para acharmos que hoje é mais fácil pensar e fazer arte do que era na década de 1960.

 

Fake News, fascismo acoplado às novas mídias e até mesmo pesquisas que associam a cultura de massa à queda na cognição e à ampliação de problemas psicológicos deveriam ser o suficiente para o benjaminiano mais inveterado retroceder no diagnóstico otimista.

 

O pensamento está desprotegido. A arte está desprotegida. A produção cultural está desprotegida. Não há lugares que os acolham.

 

Até mesmo quem se diz continuador da Teoria Crítica confunde conceito encantado (e, portanto, reificado) com pensamento.

 

Para a pessoa comum, o mais misterioso talvez seja como continuar a ter uma vida cultural e intelectualmente significativa sem ter que monetizar sua formação e produção mediante a lógica das plataformas.

 

Os atuais escritores que escapam à mediocrização formal são quase todos aqueles que construíram sua reputação e circulação em períodos anteriores aos últimos 15-20 anos.

 

Por vezes considero que o achatamento da universidade como lugar do pensamento é praticamente irreversível.

 

O que resta são pequenas ilhas de pensamento, em meio a um mar de mediocrização. E ninguém liga. Absolutamente ninguém liga.

 

O incêndio acontece e ninguém acende o alarme.

 
 
 

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